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Gastronomia

Dia Internacional do Café: as regiões produtoras brasileiras que viraram roteiro de viagem

28 de setembro de 2026 · 4 min de leitura
Resumo
Trabalhador aplicando defensivo em plantação densa

Quem desce a serra em direção ao sul de Minas, sobe as ladeiras da Mantiqueira ou cruza o cerrado do Triângulo Mineiro percebe cedo que o café deixou de ser apenas lavoura. Em muitas dessas regiões, a fazenda virou atração, a torrefação ganhou balcão de degustação e o produtor passou a receber visitantes. O turismo do café cresceu junto com a busca por cafés especiais, e o Dia Internacional do Café, celebrado em 1º de outubro, é uma boa oportunidade para conhecer esse mapa.

A data foi lançada oficialmente pela Organização Internacional do Café em 2015, durante a Expo de Milão, com o objetivo de valorizar a bebida e chamar atenção para a vida de quem a produz. O Brasil, maior produtor mundial, tem motivos de sobra para participar da celebração, e o viajante tem muitas portas abertas para visitar.

As principais regiões e o que cada uma oferece

A produção brasileira se espalha por vários estados, cada um com clima, altitude e jeito de trabalhar próprios. Algumas regiões se organizaram de forma mais clara para receber visitantes:

O que o visitante encontra numa rota de café

A experiência varia bastante, mas alguns formatos se repetem. A visita à fazenda costuma mostrar o ciclo completo, da muda à colheita, passando pela secagem e pelo beneficiamento. Na época de colheita, que nas regiões de arábica se concentra entre o outono e o inverno, é possível ver o trabalho em andamento. Fora dela, o passeio foca no cafezal, na paisagem e na conversa com o produtor.

As cafeterias de origem, instaladas na própria fazenda ou na cidade próxima, servem o café da propriedade em diferentes métodos de preparo. É o lugar certo para comparar um coado, um espresso e uma prensa francesa feitos com o mesmo grão e perceber como o método muda a xícara.

Há ainda as degustações guiadas, parecidas com a prova profissional, em que o visitante aprende a perceber acidez, doçura, corpo e aromas. Algumas propriedades oferecem cursos curtos de torra e de preparo, que funcionam bem para quem quer levar o aprendizado para casa.

Como encaixar o café numa agenda de trabalho

Quem viaja a negócios raramente tem um fim de semana livre, mas várias regiões produtoras ficam a poucas horas de polos industriais e comerciais. Com algum planejamento, dá para transformar uma tarde livre em experiência:

Para quem pode estender a estadia, os hotéis-fazenda e as pousadas rurais das regiões produtoras permitem acordar com o cheiro da torra e dedicar um dia inteiro às rotas.

O café como lembrança de viagem

Comprar café na origem é uma forma de levar a viagem para casa. Prefira pacotes com data de torra recente e, se possível, grãos inteiros, que conservam melhor os aromas. Pergunte ao produtor sobre o método de preparo mais indicado e sobre a variedade cultivada. Informações como altitude, processo (natural, cereja descascado, lavado) e safra ajudam a entender o que está na xícara e a repetir a compra depois.

Perguntas do dia a dia

Qual a melhor época para fazer turismo do café? A colheita do arábica, que se concentra no outono e no inverno, permite ver o trabalho no campo. Fora desse período, as visitas continuam interessantes pela paisagem, pelas degustações e pelo contato com os produtores.

Preciso agendar a visita às fazendas? Na maioria dos casos, sim. Muitas propriedades recebem apenas com hora marcada e em grupos reduzidos, por isso vale confirmar antes de sair.

Café comprado na fazenda dura quanto tempo? Depende da embalagem e da forma de armazenamento. Grãos inteiros em embalagem com válvula e guardados longe de luz e calor conservam melhor os aromas por mais tempo do que o café moído.