
A rede do hotel é compartilhada com dezenas ou centenas de desconhecidos. A senha entregue na recepção, muitas vezes impressa no cartão da chave, protege pouco: todos os hóspedes usam a mesma. Para quem carrega no notebook contratos, planilhas financeiras e acesso aos sistemas da empresa, usar um wi-fi de hotel seguro exige alguns cuidados que levam poucos minutos e evitam dor de cabeça.
Redes de hotel, aeroporto e cafeteria têm problemas parecidos. Os três mais frequentes:
A boa notícia é que a maior parte dos sites e aplicativos atuais usa criptografia, o que reduz bastante o risco. O perigo maior está nos detalhes: um sistema interno antigo, um compartilhamento de arquivos esquecido ligado, um clique numa página falsa.
Antes de conectar, confirme com a recepção o nome exato da rede. Desconfie se aparecerem várias redes com nomes quase iguais ou se uma delas estiver aberta enquanto o hotel informou que a oficial tem senha.
No aeroporto, a regra é a mesma: procure a sinalização oficial com o nome da rede ou pergunte no balcão de informações. Redes que prometem internet "grátis e rápida" sem vínculo claro com o local merecem desconfiança.
Depois de conectado, observe a página de acesso. Um portal legítimo costuma pedir número do quarto e sobrenome, ou apenas aceite de termos. Se pedir senha de e-mail corporativo, dados bancários ou instalação de programa, desconecte.
A VPN cria um túnel criptografado entre o notebook e um servidor de confiança, geralmente o da própria empresa. Mesmo que a rede do hotel seja insegura, quem estiver nela não consegue ver o conteúdo trafegado. Se a empresa oferece VPN corporativa, use-a sempre fora do escritório, especialmente para acessar sistemas internos.
O roteador do celular, também chamado de ancoragem ou ponto de acesso, transforma o telefone em uma rede particular. Como só você conhece a senha, o risco de compartilhar a rede com estranhos desaparece. É a melhor opção para tarefas sensíveis, como acessar o banco da empresa, aprovar pagamentos ou enviar documentos confidenciais.
As duas soluções podem ser combinadas: conectar-se pelo celular e ainda ligar a VPN. O custo é o consumo do pacote de dados, que vale a pena para acessos críticos.
Algumas mudanças simples reduzem a exposição:
Cinco perguntas, menos de um minuto. É pouco diante do estrago de um acesso indevido às contas da empresa.
A senha do wi-fi do hotel garante segurança? Não por completo. A senha costuma ser a mesma para todos os hóspedes, então protege contra quem está fora do hotel, mas não contra outros usuários da mesma rede.
Preciso de VPN se o site já usa criptografia? A criptografia do site protege o conteúdo daquela página, mas a VPN protege todo o tráfego do computador, inclusive aplicativos e sistemas internos. Para uso corporativo, a VPN continua recomendada.
O roteador do celular gasta muitos dados? Depende do uso. Mensagens e e-mails consomem pouco, enquanto videoconferências e sincronização de arquivos grandes consomem bastante. Vale desativar atualizações automáticas enquanto estiver ancorado.